Nicolau Maquiavel

(UFPR) "E há de se entender o seguinte: que um príncipe, e especialmente um príncipe novo, não pode observar todas as coisas a que são obrigados os homens considerados bons, sendo freqüentemente forçado, para manter o governo, a agir contra a caridade, a fé, a humanidade, a religião. É necessário, por isso, que possua ânimo disposto a voltar-se para a direção a que os ventos e as variações da sorte o impelirem, e, como disse mais acima, não partir do bem, mas, podendo, saber entrar para o mal, se a isso estiver obrigado." (MAQUIAVEL, N. O Príncipe. São Paulo: Abril Cultural, 1973. p. 80. Coleção Os Pensadores.)
Ao oferecer seus conselhos a Lourenço de Médici, Maquiavel tornou público um dos textos mais importantes do Renascimento sobre o exercício do poder e a manutenção do Estado moderno. Sobre o tema, é correto afirmar:

(01) O texto de Maquiavel trata de um fenômeno político que surge em toda a Europa no século XVI, decorrente do despertar de um forte sentimento revolucionário que uniu monarquia, burguesia e camponeses contra os senhores feudais.
(02) Ao testemunhar as vicissitudes políticas de Florença, Maquiavel inspirou-se nas atitudes dos príncipes e do papado para escrever um tratado no qual admitia que a moral, nos assuntos políticos, devia ser relativa ao objetivo principal dos príncipes, a saber, manter o Estado.
(04) Para fortalecer o seu poder internamente e garantir a supremacia frente aos outros Estados, o monarca moderno passou a contar com exército próprio, tanto que as expedições militares passaram a ser financiadas pelo erário público.
(08) Uma fonte segura de financiamento das monarquias modernas foi a expropriação das terras da nobreza.
(16) A arquitetura, as artes, os espetáculos, as cerimônias e os rituais políticos foram manifestações do poder monárquico, que não era exercido só pela força, mas também pelo carisma e pela mística da majestade real.



SAPO BARBUDO. São Paulo: Estação das Artes Produções Gráficas, p. 20-21


SAPO BARBUDO. São Paulo: Estação das Artes Produções Gráficas, p. 20-21

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